19 de março de 2013

you don't know how strong you are until being strong is your only option *

foto: mario rui teixeira
desde cedo pensamos que temos amigos, mais tarde começamos a levar com facadas. mesmo aí pensamos que podemos confiar em todos e confiamos. essas pessoas apunhalam-nos vezes e vezes sem conta e nós perdoamos sempre. não significa que sejamos inocentes. significa que gostamos dessas pessoas e perdoamos, voltando a confiar. já a minha avó me dizia "quem te esfrega muito as costas, está só à procura do melhor sítio para espetar a faca". ao longo dos anos fui-me apercebendo do quanto verdade isso era. mas caio sempre no erro de confiar nas pessoas. confio vezes e vezes sem conta e volto a confiar. para mim, está sempre tudo bem até estar tudo mal; e até aí está tudo bem. não percebo o porquê das pessoas fazerem isso. não percebo o porquê de eu confiar. e ainda não sei se haverá por aí alguém em quem possa confiar sem ser apunhalada. e até há bem pouco tempo não sabia se havia alguém como eu. acontece que há. existe uma pessoa que me trata como uma irmã ou uma filha (não sei bem, não tenho irmãos e é quase como se não tivesse pai); uma pessoa que penso ser um "eu mais velho"; a minha alma gémea. já o conhecia há bastante tempo e nunca me tinha apercebido das nossas semelhanças. essa pessoa trata toda a gente como se fossem os seus melhores amigos, mas trata todos como se fossem apenas conhecidos. a verdade éq mostra um lado dele que não é o verdadeiro. faz transcender que confia muito nas pessoas quando na verdade sabe que todas ou 99% delas lhe vai dar uma facada. sinto que tenho de começar a fazer isso.  mas como ? aí reside a questão.

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